Como poupar na prestação da casa em 2026, com a Euribor em máximos?

Sim, mesmo com a Euribor em máximos, ainda é possível baixar a prestação da casa em 2026. A Euribor a 6 meses — a mais usada nos créditos habitação em Portugal — subiu de 2,137% em janeiro para cerca de 2,71% em setembro de 2026, o valor mais alto desde 2024, e a prestação média nacional atingiu um máximo histórico de 441 € (dados do Banco de Portugal).

Mesmo assim, quem renegoceia o spread com o banco atual ou transfere o crédito para outra instituição continua a conseguir poupanças reais: há casos divulgados este ano de reduções superiores a 130 €/mês. Desde 1 de janeiro de 2026 voltou a haver comissão de reembolso antecipado (até 0,5% do capital em taxa variável, até 2% em taxa fixa), pelo que a poupança tem de compensar esse custo antes de avançar.

Escrito pela equipa da DS Intermediários de Crédito — Quinta do Conde (Banco de Portugal n.º 007183 / AMI n.º 24957). Atualizado em setembro/2026.

Porque é que a prestação da casa está a subir em 2026

A subida não vem só da Euribor. A inflação voltou a acelerar e atingiu 3,3% em maio de 2026, o valor mais alto desde setembro de 2023, pressionando rendas, combustíveis e alimentação — e reduzindo a folga que sobra no orçamento para a prestação da casa.

Ao mesmo tempo, a Euribor a 6 meses, o indexante mais usado em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, está em subida praticamente ininterrupta desde o início do ano: 2,137% em janeiro, 2,598% em junho, 2,647% em julho e cerca de 2,71%-2,72% em agosto/setembro de 2026, valores mais altos desde novembro de 2024. Nos contratos revistos este ano, isto significa agravamentos de dezenas de euros por mês. Segundo o Banco de Portugal, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação subiu para 2,96% em julho de 2026 e a prestação média em curso no país atingiu um máximo histórico de 441 €.

Renegociar ou transferir: o que mudou em 2026

São dois caminhos diferentes e vale a pena perceber a diferença antes de decidir:

  • Renegociar — rever as condições (spread, seguros, comissões) diretamente com o banco onde já tem o crédito. É normalmente mais rápido e tem poucos ou nenhuns custos.
  • Transferir — mudar o crédito para outro banco que ofereça melhores condições. Costuma ter mais poder negocial (há concorrência pelo cliente), mas implica comissões, avaliação do imóvel e registo.

Uma diferença importante face aos últimos anos: entre 2022 e 2025 a comissão de reembolso antecipado esteve suspensa para os créditos de habitação própria e permanente em taxa variável, o que tornava a transferência quase gratuita. Essa suspensão — sucessivamente prorrogada, a última vez pela Lei n.º 1/2025, de 6 de janeiro — terminou em 31 de dezembro de 2025. Desde 1 de janeiro de 2026 que a comissão voltou a ser cobrada, dentro dos limites máximos do regime geral do crédito à habitação (Decreto-Lei n.º 74-A/2017, de 23 de junho): até 0,5% do capital reembolsado em período de taxa variável e até 2% em período de taxa fixa. Numa transferência, a comissão incide sobre o capital todo, porque é reembolsada a dívida na totalidade — por isso é fundamental fazer as contas antes de avançar.

Fica ainda em vigor, de forma permanente, o regime PARI/PERSI (Decreto-Lei n.º 227/2012, de 25 de outubro), que obriga os bancos a identificar sinais de risco de incumprimento e a propor soluções — como alargamento do prazo ou revisão de condições — antes de o cliente entrar em atraso.

Taxa mista: previsibilidade enquanto a Euribor não estabiliza

Com a Euribor em tendência de subida, a taxa mista tem ganho procura: a prestação fica fixa durante um período inicial — habitualmente dois anos — e só depois passa a taxa variável. Na prática, sabe exatamente quanto vai pagar nos primeiros anos e protege o orçamento de novas subidas do indexante enquanto negoceia com mais tempo as restantes condições do crédito (seguros, comissões, prazo).

Exemplo prático: quanto se pode poupar

Exemplo real divulgado em 2026: uma família com 180 000 € em dívida de crédito habitação pagava cerca de 795 €/mês antes de rever o crédito. Depois de transferir para outro banco e renegociar spread e seguros, passou a pagar cerca de 663 €/mês — uma poupança de 132 €/mês, ou cerca de 1 584 €/ano — fixando ainda a taxa nos dois primeiros anos.

Cada caso é um caso: o valor em dívida, o prazo em falta, o spread atual e os seguros associados mudam o resultado. Por isso, qualquer proposta deve ser sempre analisada caso a caso.

Ângulo local: Quinta do Conde, Sesimbra e Setúbal

As regras da Euribor, das comissões e do regime de crédito à habitação são nacionais — não mudam por viver em Quinta do Conde, Sesimbra ou no resto do distrito de Setúbal. O que muda é o contexto: com os preços da habitação a subir na região e muitas famílias a financiar casa própria em Quinta do Conde e arredores nos últimos anos, mesmo pequenas reduções no spread — 0,10 ou 0,20 pontos percentuais — pesam de forma significativa num crédito de 25 ou 30 anos, sobretudo para quem contraiu o empréstimo com taxa variável no período em que a Euribor ainda estava próxima de zero.

Trabalhamos sobretudo com famílias da região, o que nos permite comparar condições junto de várias instituições e perceber rapidamente se, no seu caso concreto, compensa mais renegociar com o banco atual ou avançar para uma transferência.

Perguntas frequentes

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A transferência do crédito habitação tem custos em 2026?

Sim. Desde 1 de janeiro de 2026 volta a existir comissão de reembolso antecipado (até 0,5% do capital em taxa variável, até 2% em taxa fixa), além de custos de avaliação do imóvel, registo e, consoante o banco, dossier de contratação. Somam-se aos spreads competitivos anunciados este ano, entre 0,65% e 0,85% nas melhores propostas.

Vale mais a pena renegociar com o meu banco ou mudar de banco?

Depende do caso, mas a ordem mais eficiente é: primeiro pedir uma renegociação ao banco atual (custos baixos ou nulos); depois comparar propostas de transferência no mercado. Ter uma proposta concreta de outro banco costuma ser, aliás, o melhor argumento para negociar com o banco atual.

A taxa mista é melhor do que a variável em 2026?

Não há resposta universal. A taxa mista dá previsibilidade nos primeiros anos (habitualmente dois), o que protege o orçamento enquanto a Euribor está em máximos. A taxa variável pode ser mais vantajosa se a Euribor descer entretanto. A escolha depende do seu perfil de risco e da estabilidade financeira do agregado.

Quanto tempo demora uma transferência de crédito habitação?

Costuma demorar entre algumas semanas a poucos meses, dependendo da avaliação do imóvel, da análise de risco do novo banco e da documentação necessária. Uma renegociação com o banco atual é normalmente mais rápida — pode ficar resolvida em dias ou poucas semanas.

Os seguros de vida e multirriscos também podem ser renegociados?

Sim. A transferência do crédito não obriga a um novo contrato de seguro de vida — a lei garante que a mobilidade do crédito entre bancos não prejudica a validade da apólice existente, com substituição do beneficiário. Ainda assim, é frequente conseguir melhores condições ao rever também os seguros associados ao crédito em conjunto com a renegociação.

Que documentos preciso para pedir uma simulação de transferência?

Em regra: últimos extratos do crédito atual (mapa de amortizações), comprovativos de rendimento, IRS mais recente e informação sobre os seguros em vigor. Numa análise gratuita com a DS reunimos consigo esta informação e tratamos do processo junto dos bancos.

Conclusão

A prestação da casa está mais pesada em 2026 do que em anos anteriores, com a Euribor em máximos desde 2024 e a inflação a apertar o orçamento das famílias. Mas rever o crédito — renegociando ou transferindo — continua a ser uma das poucas despesas fixas que ainda se pode reduzir, mesmo com a comissão de reembolso antecipado de volta.

Na DS fazemos-te um check-up financeiro gratuito: simulamos crédito, seguros e todos os custos associados à transferência ou renegociação. Marca o teu check-up com a nossa equipa em Quinta do Conde.

 

Informação de caráter geral, atualizada em 2026, que não dispensa consulta da legislação nem aconselhamento personalizado. Josias Martins e Noemi Martins, Lda · Banco de Portugal n.º 007183 · AMI n.º 24957.

Josias Martins e Noemi Martins, Lda · Rua Piteira Santos 29-A, 2975-330 Quinta do Conde, Sesimbra · Banco de Portugal n.º 007183 · AMI n.º 24957

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